O Ataque dos Ciganos Punks Vira-Latas

Aqueles que tiveram a oportunidade de visitarem o último TIM FESTIVAL tiveram no mínimo uma inusitada surpresa quando viram um bando de cidadãos estranhos tocando com enorme violência e atitude, músicas que pareciam ter saído diretamente de um circo cigano de outro mundo. Este furacão musical se chama Gogol Bordello e toca um estilo musical definido por eles como punk gipsy cabaret, misturando sons eslavos, rock ‘n’ roll, e uma atitude punk para Johnny Rotten algum botar defeito.

A energia da banda no palco é enorme, e num festival já desfalcado de duas de suas atrações principais, e as maiores bandas nada fizeram além de shows medianos ou ruins, a banda de trajes estranhos e músicas rápidas, foi uma grata surpresa.

O que isso tem a ver com cinema ?

Há algum tempo, Liev Schreiber, (você deve se lembrar dele como o assassino do primeiro Pânico de Wes Craven) adaptou o roteiro do premiado livro de Jonathan Safran Foer e estreou como diretor no filme “Uma Vida Iluminada” com Elijah Wood e Eugene Hutz nos papeis principais. O fato é que Hutz é o vocalista e líder do Gogol Bordello.

O filme conta a história de Jonathan, um colecionador de itens da família: dentaduras, cinzas do avô morto e até mesmo uma batata!, são partes de sua coleção. Mas então certo dia ele decide sair em busca de um outro item para adicionar, uma coisa menos tangível mas que irá colocá-lo numa verdadeira jornada gonzo, que inclui um motorista de táxi cego que odeia judeus, um cachorro chamado Sammis Davis Jr. Jr., um ucraniano que se comporta como americano (Hutz) e outros personagens de beira de estrada que são tão peculiares quanto os viajantes.

Se você ainda não assistiu esse drama on the road até hoje, ou nem mesmo leu o livro de Safran Foer, procure um analista, ou uma locadora, ou uma livraria urgente… tá fazendo o quê em frente ao computador ainda ?

1 Comentário

  1. Eu tenho esse filme. Muito bom mesmo. O personagem vai em busca do passado, para saber a história do seu avô… e fica uma idéia marcante de viagem pelo “auto-conhecimento”, para se descobrir…

    Esse filme também tem um desfecho ótimo.

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